Posted by: Felipe | Janeiro 5, 2008

Ilha das Flores

Parte I

Parte II

Ilha das Flores é um filme considerado a obra máxima do neo-ultra-violentismo brasileiro. Baseada no livro homônimo de Jorge Furtado, que também roteirizou o filme, e com direção feita por Quentin Tarantino, originalmente era para ser exibido de uma vez só. Porém, quando adaptado para o YouTube, foi separado em dois volumes. Aplaudido na época graças a sua alinearidade - já que o filme sempre retorna para falar sobre os tomates -, hoje o filme é considerado feio por discriminar os seres sem polegar opositor e foi editado pela censura tirando as referências a estes.

O filme começa no vilarejo de Belém Novo, parte do município de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, no extremo Sul do Brasil, nas coordenadas 30°12′47.58″S 51°10′37.85″W, onde um plantador de tomates chamado Hattori Hanzo (Sonny Chiba) - um ser humano; possuidor de polegares opositores; japonês; mais especificamente um ex-samurai que treinou os porcos nas artes do kung-fu samurai - luta para fazer com que o tomate, rejeitado por Dona Anete (Duas Thurman) – humana; também possuidora de polegares compositores; católica apostólica romana séx XV; dona-de-casa –, que o enviou ao lixo, chegue em segurança à Ilha das Flores, onde pode ser feliz, caso não seja comido por um porco – que não possui polegar opositor.

Após enfrentar varias dificuldades - incluindo uma prova de História feita por Ana Luiza Nunes (Chiaki Kuriyama), e a legião dos 88 Esfomeados liderados por Motherfuka Man (Samuel L. Jackson) -, Hanzo consegue fazer com que o tomate chegue em segurança à ilha, sendo, em seguida, comido por um porco, safado, treinado por Hanzo. Então a vingança, principal tema do filme, é demonstrada, com Hanzo matando o porco ao usar sua técnica secreta – o golpe do polegar compositor – que nunca tinha sido ensinado pra os porcos por que eles não possuíam polegares opositores, ou não.

Analise sem Humor…

De forma ácida e com uma linguagem quase científica, o curta mostra como a economia gera relações desiguais entre os seres humanos. O próprio diretor já afirmou em entrevista que o texto do filme é inspirado em suas leituras de Kurt Vonnegut (”Almoço de Campeões”/ “Breakfast of Champions”) e nos filmes de Alain Resnais (”Meu Tio da América”/ “Mon Oncle d’Amérique”), entre outros.

O filme já foi acusado de “materialista” por ter, em uma de suas cartelas iniciais, a inscrição “Deus não existe”. No entanto, o crítico Jean-Claude Bernardet (em “O Cinema no século”, org. Ismail Xavier, Imago Editora, 1996) definiu Ilha das Flores como “um filme religioso” e a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) concedeu ao filme o Prêmio Margarida de Prata, como o “melhor filme brasileiro do ano” em 1990. Em 1995, Ilha das Flores foi eleito pela crítica européia como um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século.

Respostas

Eu vi esse filme acho que em 2003.

Realmente é ótimo não só porque dá aqueles tapas na cara de quem se aliena da sociedade, mas porque faz isso de maneira inteligente (o voltar aos tomates, por exemplo) e eu guardei pra sempre a história de que o que nos diferencia dos outros animais é termos “telencéfalo desenvolvido e polegar opositor”, acho até que mencionei isso do polegar opositor num dos Eclipses podcast.

;***

Eu já tinha visto esse curta umas cinco ou seis vezes no colegio. =/

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